Por BRÁULIO TAVARES *
Eu conheci Rômulo e Romero Azevêdo quando nós entramos juntos para o Cineclube de Campina Grande, eu tinha dezesseis anos e eles tinham quatorze.
Então são quarenta e um anos de uma amizade muito longa, muito grande e alimentada com muitos filmes, muitas músicas e muitos livros.
Nós temos temperamentos parecidos e temos gostos parecidos. E em matéria de informações eles eram meu Google antes do Google ser inventado, tudo que eu não sabia era só perguntar.
Eu acho que uma amizade longa se baseia num passado compartilhado. Se baseia nos muitos momentos bons que a gente passou juntos e também nos momentos difíceis, momentos quando a gente tá perto de fraquejar e os amigos não deixam.
Em toda amizade existem divergências de opinião, divergências de gosto, opções de vida que as vezes nos deixam mais distantes um do outro do que a gente gostaria, mas isso é muito normal.
A melhor coisa da amizade é a certeza do afeto que a gente sente um pelo outro e a importância da opinião do outro, mesmo quando a gente discorda e resolve não fazer o que o outro tá aconselhando pra gente.
Os amigos são uma bússola. Eles não nos dizem para onde a gente deve ir, mas eles nos ajudam a saber, onde nós estamos, e em que direção nós estamos indo.
Um das minhas bússolas mais importantes na minha vida até hoje tem sido justamente, os Gêmeos Geniais.
* Depoimento no vídeo “Homenagem do Comunicurtas” (2008) (Disponível no YouTube: https://youtu.be/lzemPCTtz60?t=206)

